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A evolução da cirurgia de Catarata no Brasil

08/08/2016


A evolução da cirurgia de Catarata no Brasil

Com o crescente aumento da expectativa de vida, espera-se que, em até 30 anos – segundo os dados do IBGE, a pirâmide etária do Brasil sofra uma inversão. Isso significa que teremos menos jovens e mais idosos em nosso país, tal qual as nações do primeiro mundo.

Esse fenômeno, dos quais já temos sinais nos dias de hoje, impacta, de maneira bastante nítida, a saúde e a qualidade de vida dos pacientes. Tem-se, por exemplo, a probabilidade de dobrar os casos de Catarata em território nacional até o ano de 2020.

A boa notícia é que, em paralelo ao envelhecimento da população, são feitos progressos no âmbito da cirurgia de Catarata. Ao viajarmos pelo passado não tão remoto, encontraremos um procedimento bastante complexo que envolvia; anestesia geral, longo período de internação, medicação sistêmica e uma série de cuidados pós-operatório. Além disso, não se implantavam lentes, mas indicava-se óculos com lente denominada Katral – popularmente conhecida como “fundo de garrafa”.

Entre os anos 70 e 80, a técnica passa a ser feita com incisão entre 10-12mm. Nos anos 80 aparecem os implantes intra-oculares com lentes rígidas. Com isso, mesmo que o processo de incisões menores funcionasse para a retirada do cristalino e a facuemulsificação passasse a ser a técnica utilizada como padrão, ele não era efetivo no momento da implementação da lente, que, por não ser dobrável, exigia um corte maior.

Nos anos 90 um outro fator contribuiu para a qualidade da cirurgia, quando surgiram as primeiras lentes dobráveis que podiam ser implementadas por incisuras menores. Com isso, o paciente passou a receber anestesia local e a ter alta no mesmo dia da operação.

Mas foi em 2013 que tivemos um dos mais significativos avanços até o momento: Um moderno equipamento, o LenSx® Laser da Alcon, chegou ao país e modificou ainda mais a história da cirurgia de Catarata. As incisões passaram a ser mais precisas, com alta reprodutividade e com o uso de laser totalmente guiado por imagens de tomografia computadorizada em 3D. Ou seja, processos feitos manualmente na cirurgia tradicional, foram substituídos pela precisão do aparelho.

Esse processo a laser traz, além de precisão, segurança no procedimento não só para o cirurgião mas, principalmente, para o paciente.

Para se ter uma ideia, o equipamento realiza as incisões, que podem ser costumizadas e reproduzidas pelo cirurgião, a capsulotomia, e a fragmentação do cristalino doente com padrões versáteis permitindo a redução da energia de ultrassônica.

Neste vídeo, pode-se ver as diferenças entre o método convencional e o com o uso de  LenSx® Laser da Alcon para um comparativo técnico.


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